Home, my sweet home

terça-feira, agosto 09, 2016

Mesmo sem morar oficialmente sozinha, já faz um bom tempo que saí da casa dos meus pais, sem pensar direito, admito. E foi só eu colocar os dois pés para fora de casa para valer que eu percebi o quanto eu sentiria falta de cada detalhe do meu antigo lar.


E vivemos aquele roteiro clássico de memórias alegres que são tacadas no coração como pedras de tanta saudade. Por noites eu chorava na minha cama, olhando para fotos do meu irmão e dos meus pais que estavam perdidas no quarto e no celular. Acordava nas manhãs de sábado e olhava para minha vasilha de leite cm Sucrilhus® e pensava no café da manhã que meu pai preparava para mim - eu nunca consegui superar a falta que isso me faz, não pela comida em si, mas pela movimentação na cozinha, todos juntos meio mal humorados, meio felizes, meio calados e soltando umas risadas de vez em quando... o cheiro e o sentimento. Passava o dia com pensamentos sobre o que eles estão fazendo sem você, em acompanhar o crescimento do seu irmão a distância. Se sentir frustrada por não estar lá para abraçar e implicar com ele. Tristeza por participar dos perrengues da família via grupo no what's app e não poder ajudar como gostaria... E chorar mais um choro toda vez que nos reencontramos e nos despedimos.  Mas está tudo bem, eu falava para mim mesma..."Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajosa! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”. No dia seguinte, ao acordar, já estava tudo bem, a vida escolhida voltava a fazer sentido no momento em que eu me lembrava de que era aqui onde eu deveria estar.
E o tempo passa, o sentimento de saudade e nostalgia vem e vai... como um ioiô. Aprender a ficar doente sem ter colo, sem sentir o cheiro da comida da mãe, a transformar colegas em amigos e amigos em irmãos, mães e pais postiços. Resistir a dor, a saudade da família e dos amigos. Aprender que, embora houvesse a promessa de uma amizade eterna, a incompatibilidade de tempo e ideias mudariam também a intensidade da mesma, eu querendo ou não.
Não é fácil, nos questionamos, nos culpamos, nos angustiamos, afinal, somos humanos.
Iremos e viremos muitas vezes mais, sem estarmos completamente livres do medo de fracassar, mas no meio desse turbilhão de incertezas, uma coisa permanece: Ele, a minha âncora. Ele tem sido o meu lar, o meu colo mais bem presente. Aquele que divide a vasilha de Sucrilhus comigo todos os sábados pela manhã e então eu me lembro, que não moro mais sozinha, e que ao mesmo tempo que estou me acostumando com um novo lar, Ele escolheu fazer de mim Seu lar também.

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1 comentários

  1. Natalie, toda mudança causa na gente essa sensação, principalmente sair da casa dos pais e de todo conforto e carinho que só o Lar da Família tem, mas, isso te fez crescer e vencer novos desafios! Linda história, que Deus continue te fortalecendo e encorajando a ser assim, destemida e vencedora.

    by: https://goo.gl/iA5Gir

    Beijos! Fique com Deus!

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