Hipócrita, eu?

quarta-feira, julho 15, 2015

“Gosto do seu Cristo, mas não gosto dos seus cristãos. Seus cristãos são tão diferentes do seu Cristo.” 

- Mahatma Gandhi

Estamos sendo observados. O mundo tem nos observado. Estão vendo nossos artigos e comentários flutuarem pela internet, eles leem os nossos panfletos, adesivos nos carros, e para muitos(se não todos) fora do corpo de Cristo, eles sentem uma coisa com peso esmagador: JULGAMENTO. 
A única coisa que nós temos feito é condenar e julgar os outros sentadinhos em nossos bancos de madeira maciça nos grandes templos e instituições religiosas.
Não estamos aqui para exigir que a cultura secular reflita os princípios bíblicos, PORÉM, estamos aqui para refletir os princípios bíblicos no meio de uma cultura secular, mostrando a história redentora de Deus.
O legado que está sendo escrito por nós cristãos, não está apontando para Jesus. Se o mundo vai nos reconhecer como Seus discípulos pelo nosso Amor, mas em vez disso temos sido caracterizados pelo julgamento, então não seremos conhecidos como discípulos de Cristo, mas como hipócritas - assim como os fariseus que viveram no tempo de Jesus. Pense nisso.



Os valores da nossa cultura estão, muitas veze,s em conflito com os valores da nossa fé, isso não é nenhuma novidade, pois é a realidade de toda geração desde o Antigo Testamento. Nós não somos os primeiros a viver em um ambiente que desafia as nossas crenças, nem somos os primeiros a discordar sobre teologia. Porém, temos o "privilégio"de sermos os primeiros a debater religião, crença (ou como desejar chamar) na internet e gritar o que os outros devem fazer ou deixar de fazer sem tomar nenhuma responsabilidade por isso, denegrindo a imagem de Cristo com nossos evangelhos cheios de religiosidade e completamente ocos. Estamos apenas reforçando o quanto a religiosidade está invadindo os nossos corações, nossos templos, sem deixar espaço para fazer o que Ele veio fazer: alcançar os perdidos.

Quando Paulo aborda questões importantes relacionadas com a sexualidade em suas cartas aos Coríntios, ele está falando para a Igreja e parece despreocupado com a sociedade como um todo:
"Na outra carta que escrevi a vocês, eu recomendei que vocês não tivessem nada a ver com gente imoral. 10Eu não quis dizer que neste mundo vocês devem ficar separados dos pagãos que são imorais, avarentos, ladrões ou que adoram ídolos. Pois, para evitar essas pessoas, vocês teriam de sair deste mundo. Afinal de contas eu não tenho o direito de julgar os que não são cristãos. Deus os julgará. Mas será que vocês não devem julgar os seus irmãos na fé? Como dizem as Escrituras Sagradas: “Expulsem do meio de vocês esse homem imoral.” 
1 Corintíos 5:9-10, 12-13
Mais uma vez: Não estamos aqui para exigir que a cultura secular reflita os princípios bíblicos, PORÉM, estamos aqui para refletir os princípios bíblicos no meio de cultura secular, apontando para a história redentora de Deus.

Então como vamos nos envolver com o "mundo" de uma maneira que seja significativa sem nos tornar uma coisa que não fomos chamados para ser? Vamos começar com o que sabemos sobre Jesus:

Jesus compartilhou refeições e conversas íntimas com pessoas "não-crentes"
Se mais cristãos estivessem "comendo as refeições" com não-crentes, ou com os crentes que eles nem sempre concordam, até a Internet seria um lugar melhor. Nós estamos substituindo conversas cara-a-cara por uma comunicação insensível e irresponsável ao invés de ouvirmos o que o outro tem para nos dizer.
Ouvir também faz parte de uma conversa, fora que somente pelo fato de digitar algo, já torna tudo mais superficial e a pessoa não sabe exatamente o que você está querendo transmitir com aquilo que você escreveu, ao contrário de você sentar e olhar nos olhos de outra pessoa e dizer o que pensa, os gestos, o olhar muda todo o contexto, por mais insensível que você possa ser, uma conversa olho no olho pode mudar mutia coisa.

O amor e compaixão de Jesus para com as pessoas seguido de arrependimento
Ter uma crença ou um comportamento moralmente correto nunca foi um pré-requisito para passar um tempinho com Jesus. Quando os líderes religiosos arrastaram uma mulher para as ruas para apedrejá-la por adultério, Jesus a amou e a protegeu primeiro, antes (e possivelmente sem) qualquer traço de  arrependimento da parte dela.
Pergunta: Somos os que estão segurando as pedras nas mãos ou somos aqueles lutando para proteger a mulher no chão?

Jesus não se escondeu da cultura do mundo
Ele se encontrou com as pessoas onde elas estavam, comeu com eles, conversou com eles e os convidou para andar com ele. Ele não ficou gritando para Pedro que se ele não O seguisse ele iria para o inferno. Jesus o convidou para um relacionamento e ofereceu um papel na história.

Jesus continuou andando
Ao invés de se amontoar e fazer um acamapamento em uma cidade cercada por seu próprio povo, Jesus sabia o que estava em jogo e ele manteve em movimento. Seu objetivo era curar e restaurar o quebrado, e não ficar "preso" àqueles que já estavam seguindo.

Como podemos anunciar o amor de Cristo até os confins da terra se não nos movermos, se não conhecermos pessoas novas e lugares novos?

Resumindo, os cristãos não são conhecidos pelo seu amor, logo não somos conhecidos por mostrar Jesus ao mundo.
Isso é forte, né? Principalmente quando a palavra Cristão significa: Pequeno Cristo.
"Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos."
João 13:35
Se o cristianismo fosse verdadeiramente conhecido por seu amor radical e busca apaixonada da justiça, talvez este tipo de "conduta" serviria como um forte convite para todos virem e conhecerem ao Deus que servimos, como Pedro após receber o convite de Jesus deixando seu barco e tudo o que ele tinha para seguir a Cristo.
Nós podemos mudar o legado que está sendo escrito; e o melhor lugar para começar pode ser com as próprias palavras de Paulo: "Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior."

Traduzido e adaptado de Relevant Magazine

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